14 de mar de 2009


eu beijei tua boca e sorri.
A partir daquele instante, meus medos foram resumidos a nada.
Eu mal sabia o que fazer, mas a loucura foi tomando conta, e quando dei por mim, parecia maestro, e tu, uma orquestra.
Existia loucura nos atos, eu sei. Mas também existia carinho. Fúria. Desejo.
De olhos fechados nada sabia.....deixava simplesmente que o momento tomasse conta...e que cada gota do suor que escorreu por nossos corpos,fosse devidamente saudada.
Eu toquei teu corpo,
Eu beijei tua boca,
Eu cheguei ao céu.
Tua timidez de nada serviu.
Eu vi tua face ficar levemente corada, e numa fração de segundos, ficar vermelha como brasa.
Eu senti tuas mãos suarem, e vi também tuas pernas ficarem bambas.
Teu corpo refletia nitidamente o que se passava em sua mente.
Notei quando tua lingua contornou teu lábio superior....e o movimento lento e turvo dos teus olhos.
Tuas mãos pareciam perdidas...buscando loucamente teus cabelos...e posteriormente minha nuca.
Nossas bocas se encontraram!
Nossos corpos se encontraram!
Eu pude sentir as batidas do seu coração.
Naquele momento tudo virou poesia.
Teu corpo nu, entregue, esperando impacientemente por um momento de prazer.
Meu toque foi leve, desesperadamente macio.
Percorri teu corpo num olhar calmo, toquei teu seio com a boca molhada.
Estavam robustos, mamilos durinhos, gritando: Esqueça o mundo e venha pra mim. Beijei, lambi, mordi.....toquei cada centímetro do teu ser....
Quente, molhado, enlouquecedor.
Teu gemido baixinho parecia melodia, que rasgava o silêncio, arrepiava meu corpo...me deixava maluca.
Assim ficamos, buscando fisicamente mesmo que, por milésimos de segundo, estar realmente dentro uma da outra. E estávamos.
Eu amei teu ser como a mim mesma. E do teu prazer recebi o maior...e o melhor de todos os prazeres.
Teu gosto permaneceu na minha boca, teu cheiro permaneceu pelo meu corpo.
Tuas mãos nos meus cabelos.
Novamente,
te amei.

Anne Velásquez EU TE AMO
Tom Jobim/Chico Buarque

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás só fazendo de conta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.